Pastor Márcio Roberto Vieira Valadão completa 63 anos



Filho do sr.  Héle Amaral Valadão e da sra. Arminda Valadão, Márcio foi o terceiro filho de seis irmãos – Hélio Marcos, Vera Lúcia, Ângela Mércia, Dayse Mara, Carlos Eduardo e Héle Simonton. Ele é casado com Renata e pai de três filhos, Ana Paula, André e Mariana. 

Márcio Valadão nasceu no dia 24 de novembro de 1948. Desde de pequeno ele foi ensinado sob os princípios bíblicos. Aos cinco anos de idade ele brincava com as irmãs mais novas de “igreja” e se dizia pastor: “Eu quebro essas cadeiras”, na verdade ele queria dizer: “Eu quebro essas cadeias”. O menino cresceu e desde cedo foi ensinado sobre a importância do trabalho. Ajudando ao pai que era sapateiro, ele entregava encomendas e engraxava sapatos dos clientes da sapataria do pai. Além disso trabalhou também vendendo laranjas, doces que ele mesmo fazia. Desde os 7 anos de idade se mantinha financeiramente. Em casa também fazia sua parte, ajudando no que fosse necessário. 

Márcio estudou no Colégio Batista Mineiro e no Colégio Municipal de BH. Ele frequentava a 3ª Igreja Presbiteriana onde servia como professor da Escola Dominical para juniores. Ele sabia muitos textos da Bíblia de cor, cantava hinos, participava dos programas da igreja, mas só foi experimentar verdadeiramente o novo nascimentos aos 17 anos de idade. 

Em 1964, o pai Héle Valadão faleceu – um momento difícil para toda a família que a partir daquele momento teriam que prosseguir sem o pai. Héle dizia: “Não quero deixar herança em dinheiro para vocês, mas 3 coisas quero deixar: a fé, com a qual vocês irão vencer toas as dificuldades da vida, o bom nome, para que sejam sempre aceitos e amados, e a educação, através dos estudos”. Seguindo as palavras do Pai, Márcio prosseguiu e aos 15 anos tomou a direção da pequena fábrica de sapatos do pai e chegou a abrir uma loja de sapatos no Shopping da Praça Sete, um dos pontos mais “chiques” da cidade de Belo Horizonte na época. Mas Deus tinha outros planos para a vida de Márcio.

Certa vez, Márcio ouviu falar de uma igreja em as pessoas falavam em outras línguas e que era cenário de muitos milagres entre o povo. Ele então decidiu conhecer esta igreja. Ele ficou impactado com as pregações, orações e o fervor dos irmãos. Assim, não deixou de frequentar a então Igreja Batista da Lagoinha. Foi nesta época também que durante uma vigília Deus o convocou em uma palavra profética para o Ministério da Palavra. Ele contou para a família o que acontecera. Na mesma noite ele foi salvo, batizado com o Espírito Santo e convocado para ser um pregador. Em 25 de setembro de 1966 ele foi batizado nas águas, na Igreja Batista do Carlos Prates e neste mesmo ano, mediante o consentimento de sua mãe ele abriu mão da sapataria e foi para o Seminário Teológico Evangélico do Brasil – STEB. 

Márcio ia ao monte, pregava na praça da Estação (BH), convidava as pessoas para ir à igreja, distribuía folhetos evangelísticos, entre outros. Seu primeiro trabalho em campo foi como o primeiro missionário do Fundo Missionário Aquilles Barbosa. Ele realizou o trabalho em Martinho Campos, no Oeste de Minas. Lá ele era conhecido como “Marcinho” e foi neste período que ele pôde  amadurecer como evangelista. Apesar de ter sofrido rejeição, ele não se abateu e prosseguiu com o trabalho que lhe havia sido proposto. Pela graça de Deus conseguiu erguer uma igreja no centro da cidade. Após a construção da igreja ele seguiu para Diamantina (MG), mas com o fim do Seminário ele deixou o Fundo Missionário e foi pastorear uma igreja. 

No início de seu pastoreio foi diretor do Departamento de Evangelismo e Missões na Lagoinha. Após sua consagração como Pastor veio um convite para pastorear a Igreja Batista de Ponta Grossa, no Paraná. Ali ficou por um ano, mas ele teve um sonho trazendo-lhe a convicção de que deveria voltar para Belo Horizonte. Na capital mineira ficou sabendo de um acidente sofrido pelo então Pastor da Lagoinha, Ilton Quadros Cordeiro. Após uma visita no hospital ao referido pastor, Márcio Valadão ficou com a incumbência de dirigir os cultos na Lagoinha. Assim começou sua caminhada na Igreja. A pedido de alguns irmãos – de que Márcio deveria ser o novo Pastor da Lagoinha –,  foi feita uma votação. Com 210 votos favoráveis e 4 em branco, a igreja resolveu empossá-lo como pastor efetivo. No dia 31 de julho de 1972, com apenas 23 anos, ele tomou posse, contou um pouco sobre sua vida e agradeceu com as palavras de João Batista: “O homem não pode receber coisa alguma se do alto não lhe for dada.” (Jo 3.27).

Seu trabalho na Lagoinha sempre foi intenso. Ele dirigiu reuniões de jovens, administrou acampamentos e retiros espirituais. Num dos acampamentos da Mocidade, o Pastor Márcio e Renata Souza firmaram namoro e começaram os planos para o casamento que foi realizado em março de 1974. Sua esposa sempre esteve envolvida com o louvor e fazia parte do conjunto “Raio de Luz”. Ele criou os três filhos, Ana Paula, André e Mariana baseando-se nos mesmos princípios que o pai Héle lhe havia ensinado. Seus filhos, todos casados, estão totalmente inseridos no contexto musical. Todos são Ministros de Louvor. E ele ainda tem um netinho, Isaque, o primogênito de Ana Paula e Gustavo Bessa. O outro genro, casado com Mariana, chama-se Fellipe e a nora, casada com André, chama-se Cassiane. 

No dia 31 de julho de 2007 o Pastor Márcio Roberto Vieira Valadão completou 35 anos de Ministério Pastoral na Lagoinha, mas foi no dia 5 de agosto que uma grande festa foi realizada para celebrar a data tão especial. Pastor Márcio mora na cidade de Belo Horizonte com a esposa. 

:: Por Ângela Valadão
Texto Adaptado - Redação Lagoinha.com

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