Justiça condena técnico de som a 18 anos de prisão por matar universitária

Audiência sobre homicídio de Débora Regina dos Santos durou 8 horas.
Segundo MP, réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado.

O técnico de som Cícero Adriano da Silva foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado, nesta terça-feira (5), pela morte da universitária Débora Regina Leme dos Santos, em outubro do ano passado. De acordo com o promotor de Justiça Fernando Vianna Neto, a pena foi calculada com base na sentença para crime de homicídio triplamente qualificado, por conta do motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento em Campinas (SP) durou oito horas. Como a decisão é de primeira instância, a defesa do acusado pode apresentar recurso.

"A decisão foi muito bem fundamentada, então acredito que seja mantida. Eu fiquei satisfeito, porque a sociedade reconheceu que a vítima foi morta covardemente" ressaltou o promotor do Ministério Público. A sentença foi proferida pelo juiz Sérgio Araújo Gomes, da 2ª Vara do Júri.

Procurado pelo G1, o advogado que representa o técnico de som, José Pedro Said Júnior, questionou a sentença. "Eu entendo que foi um pouco exacerbada [a decisão]. Vamos recorrer no sentido de mandá-lo [Silva] para novo júri ou tentar reduzir a pena", explicou. O acusado permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas.


Crime passional
A universitária, de 21 anos, trabalhava em Hortolândia (SP) e foi encontrada morta dentro do próprio carro no Jardim Santa Maria 2, em Campinas, com sinais de estrangulamento. Segundo a família, no dia do crime ela saiu do trabalho, passou em um caixa eletrônico antes de encontrar a mãe, mas foi morta no caminho.

A mãe de Débora, Diva Leme dos Santos, acredita que a motivação do homicídio tenha sido passional. "Eu acredito que ele nutria um amor por ela desde a infância e não estava sendo correspondido. Isso revoltou muito ele”, explicou.

Durante o período da manhã, parentes e amigos da vítima realizaram um protesto em frente ao Palácio da Justiça para pedir punição ao técnico de som, além de fazer um alerta sobre a prática de crimes contra as mulheres. Com cartazes e camisetas estampadas com fotos da estudante, eles também prestaram homenagem à universitária.


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