Pular para o conteúdo principal

'Queria ter coragem para perdoar', diz pai de estudante morta em Campinas

Débora dos Santos, de 21 anos, foi assassinada dentro de carro há um ano. Julgamento do caso começou nesta terça-feira (5) no Palácio da Justiça.

Apesar da dor pela perda da filha Débora Regina Leme dos Santos em outubro do ano passado, o pedreiro Lourival Antônio dos Santos ainda sonha em perdoar Cícero Adriano da Silva, amigo de infância da vítima e apontado pela Polícia Civil como autor do crime. “Queria ter coragem para um dia poder perdoar. A dor de um pai pela perda de um filho é a mesma que um pai sente por saber que um filho cometeu um crime. Eu penso na família dele”, afirma o pai da estudante. Amigos e familiares de Débora fizeram um protesto no Palácio da Justiça, em Campinas (SP) , na manhã desta terça-feira (5).
A universitária de 21 anos foi encontrada morta dentro do próprio carro no Jardim Santa Maria 2, em Campinas . Peritos disseram que a causa da morte foi estrangulamento. Débora, que estudava administração, trabalhava em Hortolândia . Segundo a família, no dia da morte ela saiu do trabalho, passou em um caixa eletrônico e seguiu para encontrar a mãe, mas foi morta no caminho.
Cícero Adriano da Silva foi apontado como responsável pela morte e começa a ser julgado nesta terça-feira, após denúncia do Ministério Público (MP). A família organizou um ato para que o assassino não fique impune, mas também para lembrar sobre a violência contra as mulheres no Brasil.
A mãe de Débora, Diva Leme dos Santos, era uma das mais abaladas durante o protesto e afirmou que o ato é para pedir justiça, mas também para alertar as pessoas para os crimes contra a mulher. “Eu, como mãe, estou homenageando a minha filha, mas também alertando outras famílias para que não passem pelo o que eu estou passando. É muito doloroso”, desabafa. 

Além da dor pela ausência da universitária, o que ainda intriga a família de Débora é a motivação do crime. A mãe da vítima acredita na hipótese de crime passional. “Eu acredito que ele nutria um amor pela Débora desde a infância e não estava sendo correspondido. Isso revoltou muito ele”, revela. 

A prima de Débora, Karyne Leme dos Santos, também acredita que o suspeito estava apaixonado pela vítima. “Eu acho que ele era apaixonado pela Débora há muito tempo. É a única possibilidade. Eu não posso ter me enganado tanto com uma pessoa”, defende.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luto: "Biel voltou para casa, voltou para o céu!"

Vídeo em homenagem ao meu cunhado Roberto

Novo Logotipo da Igreja do Nazareno - entenda!