Caso Joaquim: Promotor denuncia mãe e padrasto de Joaquim e pede prisão preventiva

Marcus Túlio Nicolino diz que Natália Ponte prejudicou início do caso. 
Guilherme Longo foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.

O promotor Marcus Túlio Nicolino encaminhou nesta terça-feira (2) à Justiça de Ribeirão Preto (SP) a denúncia sobre a morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. Além do indiciamento e do pedido de prisão preventiva do padrasto do menino, Guilherme Longo -já formalizados em relatório elaborado pela Polícia Civil-, o promotor ainda acusa a psicóloga Natália Ponte de omissão e pede a prisão preventiva da mãe de Joaquim.
Natália, que ficou presa por 31 dias, foi libertada da Cadeia de Franca em dezembro após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) conceder a ela um habeas corpus. Guilherme Longo, indiciado por homicídio triplamente qualificado e por ocultação de cadáver, segue preso na Delegacia Seccional de Barretos (SP).
Para Nicolino, a psicóloga deve ser responsabilizada porque tinha ciência dos riscos que corria enquanto vivia com Longo. "Sem a omissão dela, com certeza o menino não teria sido morto. Ela tinha elementos suficientes para prever aquele comportamento do Guilherme. Ele já vinha demonstrando seu caráter deformado, seu descontrole. Ele não gostava do menino, era um consumidor voraz de cocaína e já havia dito para Natália várias vezes que o menino era motivo da discórdia do casal. Ou seja, o histórico recente era de total descontrole do Guilherme", diz.
O promotor também disse que o comportamento de Natália enquanto o menino ainda estava desaparecido prejudicou as investigações, uma vez que a psicóloga só passou a colaborar com a polícia e com a Justiça a partir do momento em que o corpo de Joaquim foi encontrado. "A investigação foi extremamente prejudicada, poderíamos ter colhido outras evidências e indícios se desde o início ela tivesse adiantado que o Guilherme era uma pessoa agressiva, com comportamento totalmente distoante do normal. Ela preferiu dizer que ele era um bom padrasto, que estava tudo bem. Somente depois ela foi declarar o resto à polícia", afirma.

Para convencer a Justiça de que Natália foi omissa, Nicolino ainda destacou na denúncia que a mãe de Joaquim assumiu o risco e acabou deixando que Guilherme matasse o menino. "Ela não fez nada para tirar nem o Joaquim e nem o filho mais novo dela do convívio com esse sujeito. Apesar de não haver uma prova direta da participação dela no crime, a omissão foi penalmente relevante, e ocasionou resultado", conclui.
O promotor acredita que, pelo clamor social do caso, a Justiça conceda um parecer sobre as denúncias até esta sexta-feira (3).
Entenda o caso
Joaquim Ponte Marques foi encontrado morto no dia 10 de novembro, boiando no Rio Pardo. Ele havia desaparecido no dia 5 de novembro da casa onde vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, no bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto.

O padrasto de Joaquim está detido na Delegacia Seccional de Barretos desde que o corpo do menino foi encontrado e foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. De acordo com o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que chefia as investigações, o indiciamento de Longo foi feito baseado num conjunto de provas. No entanto, segundo Castro, o trajeto feito pelos cães farejadores e a diferença de doses de insulina encontrada em uma das canetas que eram utilizadas no menino -que sofria de diabetes- foram determinantes para incriminar o padrasto.
Para Castro, Longo aplicou uma superdosagem de insulina no menino e depois jogou o corpo dele no córrego que fica nas proximidades da casa da família. O delegado, no entanto, diz não ter encontrado indícios que pudessem ser levados em consideração para que Natália Ponte respondesse pela morte do filho.
Fonte G1 


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