Vaticano vai à ONU para falar sobre abuso sexual de crianças

Imagem: Internet

Igreja pode ser forçada a se defender pela primeira vez em público
O painel das Nações Unidas em Genebra sobre o abuso sexual de milhares de crianças pelo clero começou nesta quinta-feira (16) com relatos de autoridades do Vaticano. O arcebispo Silvano Tomasi ressaltou que a Santa Sé vê cada criança como “inviolável – corpo, mente e espírito”. O painel acontece um pouco mais de um mês após o Vaticano se recusar, em dezembro passado, a fornecer informações a uma comissão da ONU a respeito de investigações internas sobre abusos sexuais.
É esperado que o Comitê sobre os Direitos da Criança (UNCRC, na sigla em inglês) faça perguntas amplas, forçando a Santa Sé a se defender em público pela primeira vez. Vítimas de abusos têm a expectativa de que a audiência, que está sendo transmitida ao vivo, estimule a Igreja a acabar com o seu “segredo”.
Tomasi disse que é importante saber o que aconteceu no passado para evitar que o problema se repita e que a justiça possa ser feita. Ele disse ainda ao painel que gostaria de receber sugestões para implementar as obrigações da organização. A Santa Sé é signatária da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança desde 1990. E enfrenta alegações de que permitiu o abuso sexual de milhares de crianças, protegendo padres pedófilos às custas das vítimas.
O Papa Francisco havia dito que lidar com o abuso é vital para a credibilidade da Igreja. No mês passado, ele anunciou uma comissão do Vaticano que seria criada para combater o abuso sexual de crianças na Igreja e oferecer ajuda às vítimas. Ele também reforçou as leis do Vaticano sobre o abuso de crianças, ampliando a definição de crimes contra menores.
Fonte: O Globo

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