Guerra declarada: Hamas lança foguetes contra Jerusalém e Tel Aviv


Explosões foram ouvidas na noite desta terça-feira (8) em Jerusalém e Tel Aviv, onde israelenses buscaram abrigo depois que sirenes de alerta foram acionadas. O grupo fundamentalista palestino Hamas reivindicou os disparos de foguetes contra as duas cidades e também contra Haifa, no norte de Israel. Tanto a capital comercial Tel Aviv como a cidade sagrada de Jerusalém haviam sido atingidas por mísseis lançados a partir de Gaza no conflito de 2012.

“Nenhum outro país vive sob tal ameaça e nenhum outro país aceitaria tal ameaça. Não vamos tolerar disparo de mísseis contra nossas cidades e vilas, e, por isso, eu ordenei uma ampliação significativa das operações da Força de Defesa de Israel contra os terroristas do Hamas e outros grupos terroristas na Faixa de Gaza”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em comunicado. “Peço a vocês paciência porque esta operação pode levar tempo”. Segundo autoridades israelenses, sistemas antimísseis interceptaram os projéteis e não houve vítimas.
Israel já havia ameaçado invadir a Faixa de Gaza se os disparos continuassem. Nesta segunda, o governo de Israel aprovou a convocação de 1.500 reservistas, a maioria para unidades de defesa aérea. Em seguida, foi autorizada a mobilização de outros 40.000 reservistas para uma possível invasão por terra. Durante a madrugada, a aviação israelense realizou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas, em resposta a um intenso bombardeio contra Israel – mais de 130 foguetes foram disparados contra o território israelense, segundo autoridades, enquanto palestinos afirmam que os bombardeios contra Gaza deixaram mais de vinte mortos, incluindo cinco crianças. As forças israelenses afirmaram que os ataques tiveram como alvo mais de 150 instalações terroristas.
O Exército israelense afirmou nesta terça ter frustrado uma tentativa de militantes palestinos de entrar no sul de Israel pelo mar. Peter Lerner, porta-voz militar, informou que quatro militantes foram mortos depois de chegarem à praia de Zikim. Israel iniciou uma nova operação militar contra Gaza, com o objetivo de frear o lançamento de foguetes e golpear o Hamas, considerado o responsável pelo sequestro e assassinato de três estudantes israelenses desaparecidos em 12 de junho na Cisjordânia ocupada. Depois que os corpos dos adolescentes foram encontrados, um jovem palestino também foi morto, aumentando as tensões.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo a Israel para que interrompa os bombardeios e pediu calma. “A liderança palestina está realizando contatos urgentes com partes regionais e internacionais para parar com a escalada de tensões”, disse, anunciando ainda ter conversado com o Egito sobre a crise. Abbas formou um novo governo palestino em abril, a partir de um acordo com o Hamas, o que, para Israel, resultou no assassinato dos jovens judeus. As recentes hostilidades acabaram com a trégua negociada com mediação do Egito em novembro de 2012, depois de oito dias de conflito – que por sua vez, se seguiram a uma devastadora ofensiva militar israelense por terra e ar contra grupos terroristas entre 2008 e 2009. O Egito ainda enfrenta instabilidade interna, mas o novo governo do marechal Abdul Fatah Sisi reforçou o fechamento da fronteira com a Faixa de Gaza, aumentando a pressão econômica sobre o Hamas.
Washington condenou os ataques contra Israel, enquanto a União Europeia e as Nações Unidas pediram moderação dos dois lados. “Condenamos fortemente os contínuos disparos de foguetes contra Israel tendo civis como alvos deliberados de organizações terroristas em Gaza”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest. “Nenhum país pode aceitar disparos de mísseis contra civis. Apoiamos o direito de Israel de se defender contra esses ataques”.
Fonte: Veja

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