Entenda as diferenças ideológicas entre Dilma e Aécio



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No próximo dia 26 de outubro, o povo brasileiro elegerá e conhecerá o novo presidente e vice-presidente do país, que nos governará no quadriênio 2015-2018. Disputam a posição dois candidatos: a atual presidente, Dilma Rousseff, e Aécio Neves, um dos senadores em exercício pelo estado de Minas Gerais. Dilma Rousseff representa a coligação “Com a força do povo”, composta por 9 partidos: PT, PMDB, PSD, PP, PR ̧ PROS, PDT, PC do B e PRB. Aécio Neves, por sua vez, representa a coligação “Muda Brasil”, formada por outros 9 partidos: PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PT do B.

A disputa pela presidência da República entre coligações lideradas pelo PT (Partido dos Trabalhadores) e o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) não consiste em uma novidade no Brasil. Desde o pleito eleitoral de 1994, as coligações encabeçadas por esses dois partidos conquistam as duas maiores votações em primeiro turno e se enfrentam no segundo turno das eleições presidenciais. Neste ano, tal polarização se manteve e, mais uma vez, o povo brasileiro está diante de dois projetos políticos distintos, com parcela expressiva de propostas divergentes e antagônicas.
De modo semelhante, Dilma Rousseff e Aécio Neves estão preocupados com a inflação do país e prometem controlá-la pela redução da taxa de juros e flexibilidade da taxa de câmbio. Além disso, ambos os presidenciáveis concordam que há a necessidade de se realizar uma reforma tributária no país. O programa de Dilma defende reduzir drasticamente a burocracia pela criação de um cadastro único, universalização da cobertura do Simples Nacional e implementação do Redesim. O programa de Aécio Neves também prevê a simplificação do sistema tributário nacional pela unificação de impostos com a mesma base de incidência e pela criação de um cadastro único para pessoas físicas e jurídicas.
Afora essas semelhanças, restam significativas diferenças. O programa da coligação “Muda Brasil” do candidato Aécio Neves está mais preocupado com questões econômicas do que o programa da coligação “Com a força do povo” da candidata Dilma Rousseff. Esta última está preocupada, prioritariamente, com questões sociais, tais como, educação, saúde e assistência social, enquanto a coligação “Muda Brasil” prioriza aspectos econômicos, como, por exemplo, comércio exterior, política industrial e agrícola e desenvolvimento regional. Se, para a coligação “Muda Brasil”, o desenvolvimento social do país é gerado pelo desenvolvimento econômico e, por isso, importa privilegiar este último ao primeiro, para a coligação “Com a força do povo”, ocorre o inverso: o desenvolvimento econômico resultado desenvolvimento social do país e, portanto, deve-se favorecer mais o lado social, comparativamente ao econômico.
Desta lógica seguem e se justificam as diferenças programáticas dessas coligações. O programa da candidata Dilma Rousseff prevê a manutenção e ampliação dos programas sociais existentes, dentre eles, o Mais Médicos, o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso, que paga adicional a municípios que abrem vagas em creches para crianças carentes. Somado a isto, o programa prevê melhorias no SUS e a criação do Programa Mais Especialidades, além da universalização da educação infantil e do aumento da educação em tempo integral e das vagas no Pronatec. Para tanto, o programa da coligação “Com a força do povo” prevê a expansão da receita orçamentária destinada às políticas sociais, notadamente, de saúde, educação e assistência social.
Embora haja uma preocupação com as questões sociais por parte do programa da coligação “Muda Brasil” – sobretudo em relação à política de saúde, para a qual o programa prevê maior receita orçamentária, melhorias na gestão e condições estruturais do SUS e aprimoramento do programa Mais Médicos, a ênfase encontra-se nas políticas de cunho econômico. O programa propõe promover uma reforma tarifária na política de importação e exportação, fortalecer o Ministério da Agricultura e Pecuária e criar o Simples Agrícola, além de incentivar maior integração entre indústria, agricultura e serviços.
Por fim, a coligação “Com a força do povo” e “Muda Brasil” também divergem quanto à segurança pública. A primeira, cuja candidata é Dilma Rousseff, propõe a implantação do Modelo de Segurança Integrada e defende a manutenção da maioridade penal. Já a coligação “Muda Brasil” do candidato Aécio Neves pretende criar Casas de Justiça e Cidadania nas áreas mais críticas em termos de violência e defende a redução da maioridade penal para 16 anos, com a aplicação de penas mais duras para adolescentes entre 16 e 18 anos.
Diante de propostas tão divergentes e que não se esgotam nas citadas acima, busque a direção de Deus para escolher o seu candidato. O que será melhor para o Brasil nos próximos quatro anos: gerar mais desenvolvimento social para promover mais desenvolvimento econômico (coligação “Com a força do povo”), ou promover mais desenvolvimento econômico para gerar mais desenvolvimento social (coligação “Muda Brasil”)?
Acesse o site oficial dos candidatos (www. dilma.com.br e www.aecioneves.com. br) e fique por dentro do modelo de Estado que cada um defende. Informe-se e vote consciente!
:: Viviane Petinelli - Doutora em Ciência Política e coordenadora do Grupo de Ação Política (GAP).



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