O Natal e os enfeites

Foto: Internet

Conheça o significado de alguns deles e veja o que convém ou não utilizar
É nesta época do ano que inúmeras pessoas compram enfeites para decorar as casas, escritórios, empresas, instituições públicas, entre outros lugares. Elas se mobilizam com o objetivo de deixar tudo preparado para o grande dia em que irão se reunir com os familiares e amigos para celebrar o Natal. No entanto, será que todo tipo de enfeite convém ser utilizado pelos cristãos para decorar tais ambientes neste período de festas? Será que é correto montar a árvore de Natal? Se você tem esse tipo de dúvida, conheça a origem do Natal e o seu real significado, e fique atento a algumas observações feitas sobre esse assunto pela pastora e professora do Seminário Teológico Carisma (STC), Karoline Mendonça.
Qual é a origem do Natal e o significado da celebração?
O Natal é uma data em que as pessoas celebram o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação desse fato com a oficialização da comemoração do Natal.
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo necessário para que os três reis magos chegassem até a cidade de Belém e entregassem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal. Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa história.
Convém montar árvore de Natal, presépio e utilizar velas? 
Árvore de Natal e velas 
Não há nenhuma restrição quanto a montagem da árvore de Natal e a utilização de velas. Em quase todos os países, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.
Acredita-se que tradição de montar a árvore de natal começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero, monge agostiniano e professor de teologia germânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante.
Certa noite, repleta de estrelas, Lutero caminhava pela floresta quando ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. Depois dessa vista, resolveu reproduzir para seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. Para isso, utilizou galhos de árvore, estrelas, algodão, velas, entre outros enfeites.
Posteriormente, essa tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.
Além dessa representação, a árvore de Natal é um pinheiro, árvore resistente ao frio do inverno. Ele simboliza que Jesus é a verdadeira árvore da vida e seu reino supera todos os outros reinos. Assim como o pinheiro, nossa fé deve suportar todas as adversidades. O verde nos lembra a esperança da vinda do Messias que está para nascer. “É a árvore da vida para os que o colhem e felizes os que a retêm” (Provérbios 3,18).
Presépio 
A tradição de montar presépio teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. Apesar de ele também representar uma importante decoração natalina e ilustrar o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os Reis Magos e os pais da criança, é aconselhável que ele não seja utilizado por ser composto de imagens, e de acordo com a Palavra de Deus em Êxodo 20.4, o ensinamento é que não é viável com que as pessoas façam imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
É prudente utilizar a imagem do Papai Noel como decoração natalina? 
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Posteriormente, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele, o bispo foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ele ganhou o nome de Santa Claus, em Portugal de Pai Natal e no Brasil de Papai Noel. Sendo assim, na época de Natal, ele acabou ganhando mais notoriedade do que aquele que deveria ser o centro da celebração: Jesus.
Diante dessas observações, o grande problema do Natal não são os enfeites em si, mas sim a troca de valores, uma vez que em vez das pessoas comemorarem “mais um ano” do nascimento de Jesus, muitas delas celebram mais um ano marcado pelo consumismo, por trocas de presentes e por uma idolatria desenfreada ao Papai Noel em que os pais reforçam na mente de seus filhos a chegada de um bom velhinho que nem mesmo existe. E, desta forma, as crianças se empolgam em torno dessa figura no sentido de abraçá-la, de tirar foto, de fazer seus pedidos, de ganhar presentes, enquanto toda essa expectativa e carinho deveriam girar em torno do único que é digno de toda honra, glória e louvor para todo o sempre: Jesus.
Seja com enfeites ou não, que nesta e nas próximas celebrações do Natal, todos relembrem e celebrem o aniversário daquele que é o centro dessa comemoração. Daquele que já veio ao mundo com uma missão: a de salvar toda a humanidade.
“Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31 NVI).
:: Cristiane Soares
Fonte Lagoinha
http://www.lagoinha.com/ibl-noticia/o-natal-e-os-enfeites/

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