O que a Igreja deve fazer durante o Carnaval?




Muitos burburinhos têm se feito a respeito da participação de blocos evangélicos cristãos em uma das festas mais tradicionais do nosso país: o Carnaval. A principal queixa dos críticos é a ideia de que a igreja está cada vez mais parecida com o mundo. Então, suponho que ao dizer o “parecer com o mundo” refira-se a praticar as mesmas ações que o ímpio comete, contradizendo a Palavra e a vontade de Deus. Neste sentido, concordo que o pecado não deve ser cometido pelo cristão de maneira e por justificativa alguma.
Entretanto, alguns trabalhos relacionados a blocos evangelísticos como o liderado pela JOCUM em Ouro Preto ou o #Jesus top da Alegria conduzido pelo ministério evangelístico da Mocidade, que desfilará nas ruas de BH a partir deste sábado (15), tem como única e exclusiva finalidade, evangelizar o perdido. Para isso, a equipe tem se organizado em oração, jejum e intensos treinamentos há semanas para falar do amor de Jesus durante o desfile. Conheço alguns jovens que participaram de projetos assim e admitiram que, em toda vida cristã, nunca levaram tantas pessoas a Jesus em um intervalo tão curto de tempo.
Afirmam que nestes momentos de Carnaval, em que as pessoas se embriagam, praticam sexo ilícito e tantas outras ações, muitos dos foliões, se tornam mais sensíveis a ouvir que Jesus oferece uma vida nova e um caminho diferente a eles. E neste momento, a Igreja age, levando a salvação àquele que precisa. Portanto, me questiono em que a Igreja tem se assemelhado ao mundo em criar ações como essa? Por usarem abadás, que são, na verdade, blusas coloridas? Por dançarem e cantarem músicas alegres? Por tocarem instrumentos? Devo dizer que não encontro base alguma bíblica que condene essas práticas que são feitas exclusivamente e totalmente focadas em levar o Evangelho àqueles que estão perdidos.
É verdade que o Carnaval é onde acontece mais casos de gravidez, mortes nas estradas, embriaguez, uso de drogas e uma série de outros problemas. Neste momento, em que o mundo está sendo entregue a morte e ao pecado, onde a Igreja deve está? Escondida com toda a sua “santidade” e guardada há sete chaves? Ou perto o bastante do doente para poder sará-lo? Digo isso sem condenar ou ser contra retiros espirituais realizados durante feriados como este, porque também acredito que precisamos buscar sempre mais da presença do Espírito Santo, mas se a luz que há em nós estiver debaixo da mesa com o que se há de iluminar a casa? E se o sal que tivermos for insípido com o que há de salgar? (Mt 5.13-16).
Deixe que a luz que há em ti brilhe nos prostíbulos, dentro das prisões, debaixo das pontes, dentro das boates e por que não, no Carnaval?
E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido. E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2.15-17).
:: Érica Fernandes
Fonte: Lagoinha.com
http://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/o-que-a-igreja-deve-fazer-durante-o-carnaval/

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