Toda borboleta já passou por um casulo

Foto: Diego Pinto

Imagine como a lagarta deve ficar dentro do casulo? Deve ser apertado, não é mesmo? Mas é lá dentro que ela é transformada em borboleta; é lá que suas asas são formadas; é lá que ela recebe força para voar. E, depois que sai de lá, ela ganha liberdade, pode voar por lugares altos. Pode, com suas lindas cores, formas e tamanhos, embelezar os campos, pousar nas mais belas flores, enfim, poder seguir o caminho que Deus preparou para ela.
Lá no casulo, a lagarta não sabe o que vai acontecer nem como vai acontecer. A única coisa que ela pode fazer é esperar o processo da natureza terminar, para depois voar.
Não sei se você já observou, mas o casulo é muito fino, leve. Quando era criança, ficava reparando nos que ficavam pendurados nas árvores. São bem frágeis! Aí, eu lhe pergunto: como eles não caem, mesmo com a força do vento e da chuva? E como suportam o calor do sol, sendo tão sensíveis? Quem segura a lagarta no casulo até ela ser transformada e estar preparada para sair de lá? Só podia ser quem a criou, né?! Deus! É Ele quem a protege do vento, da chuva, do sol e dos outros animais.
Assim também acontece com a gente! O casulo em nossas vidas são as provações, as situações difíceis, “apertadas”, pelas quais passamos. Enquanto passamos por esses momentos, não sabemos o que e nem como vai acontecer. Então, nos resta confiar nAquele que está “segurando”, controlando toda essa situação, e esperar o processo terminar.
Mas que processo é esse? O processo da natureza no casulo é o mesmo de Deus em nossas vidas quando estamos em situações “apertadas”! A nossa estrutura é mudada, ganhamos novas formas de ver o mundo, novos pensamentos, novos sentimentos. Somos aperfeiçoados! “Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1.4).
Ah, outra coisa! Para uma borboleta voar, ela precisa de força, e isso ela adquire dentro do casulo, pois já sai de lá voando. Nós também precisamos de força para enfrentarmos o mundo, e é na luta que a adquirimos.
E o que acontece depois que esse processo de transformação acaba? Ganhamos a liberdade! Podemos seguir o caminho que Deus planejou para nós, podemos voar nas asas do Espírito Santo. Podemos desfrutar de todas as maravilhas do Senhor!
Acontece que a borboleta pode voar, mas ela é muito sensível (suas asas são super finas). O vento, a chuva, o sol, os outros animais, até mesmo os seres humanos podem feri-la a qualquer momento. Isso nos confirma ainda mais que ela é totalmente dependente da graça de Deus para poder voar. Ela precisa estar sempre debaixo da proteção dEle para viver.
Da mesma forma acontece conosco! O Senhor nos tira do “casulo”, da provação, mas, mesmo sendo livres, continuamos sendo sensíveis, e precisamos da proteção de Deus o tempo todo. Devemos ser totalmente dependentes de Deus, pois o “vento”, a “chuva”, o “sol” e os “animais” podem nos ferir a qualquer momento. E só conseguiremos prosseguir, voar nas asas do Espírito Santo, se realmente colocarmos toda a nossa confiança em Deus. “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Isaías 43.2).
Precisamos entender que Ele nos segura quando passamos pelo “casulo” e nos protege quando saímos dele.
A lagarta, que antes dava passos lentos, precisou passar por uma “peleja” para se transformar, mas agora pode dar voos altos, com a permissão do Pai, que está a todo tempo prestando atenção nas batidas de suas asas!
:: Dayane Cristina

Fonte: Lagoinha.com


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