O clamor dos que choram

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O apóstolo Paulo foi um homem com características ministeriais muito marcantes. Naquela época não havia Bíblia, como temos hoje, mas Paulo era peculiar na sua forma de pregar. Era como se pregasse com lágrimas.
Em Atos, capítulo 20, verso 19 diz: “Servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações”.
Paulo servia ao Senhor com lágrimas, sofrendo perseguições, provações, mas permanecia com o coração, os olhos firmes no Senhor e ensinava a igreja aquilo que vivenciava em Cristo Jesus.
Um dos livros da Bíblia em que podemos perceber tantas lágrimas, é o de Jó.
No capítulo 16, verso 16 há um momento quando Jó dá testemunho da sua vida, dizendo assim: “O meu rosto está todo afogueado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte [...] Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram” (Atos 30, verso 31).
Essa Palavra nos ensina que precisamos vestir essas vestes de louvor e com lágrimas clamar, tal qual está escrito no Salmo 39, verso 12: “Ouve, SENHOR, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro; não te emudeças à vista de minhas lágrimas, porque sou forasteiro à tua presença [...]”.
Salmo 80, verso 5: “Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto”. E esse mesmo contexto de lágrima continua no Salmo 102, verso 9. Diz assim: “Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida”. E também no Salmo 42, verso 3: “As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?”
Na nossa vida muitas vezes nos alimentamos assim também: “Por pão tenho comido cinza” Isto é, passamos por dificuldade, dores, solidão, tristezas e o nosso coração pode não entender os desígnios de Deus, porém, ainda assim experimentamos o favor do Pai.
Quantas vezes você já foi afrontado, quando diante de uma situação difícil pessoas questionaram: “Onde está o seu Deus? Se Deus é bom por que você está passando por isso?” A afronta chega na nossa vida e às vezes não podemos explicar, mas Deus jamais nos abandona, Ele mesmo disse: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13.5-6).
Deus não muda, Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Às vezes podemos achar que está demorando a resposta do Senhor, mas o tempo de Deus não é o nosso tempo, para tudo há o momento certo. Ele pode responder com “sim”, com “não” ou “aguarde”. E esse tempo de espera pode ser para nós o mais difícil, mas nesse período, mesmo que não possamos compreender o porquê da espera, Deus não para de trabalhar. Na espera, Deus nos ensina a descansar Nele, pois é Dele todo o trabalho.
O trajeto do povo hebreu, do Egito à terra da promessa, era apenas de 40 dias; mas ele levou 40 anos, pois durante esse tempo Deus ensinou o povo a descansar Nele, tirando toda incredulidade do Egito do coração deles.
Uma geração perversa ficou prostrada no deserto e os descendentes desta entraram na Terra Prometida. Deus cumpriu a promessa, Ele é o mesmo, não muda. Muitos à nossa volta buscarão resposta para aquilo que estamos vivendo nos questionando sobre o Deus que cremos, mas como o salmista fez no Salmo 42.3, podemos abrir o coração e chorar, sabendo que o Senhor colhe as nossas lágrimas e que nenhuma das promessas Dele é frustrada.
Deus abençoe!
Pastor Márcio Valadão.
Fonte: Lagoinha.com

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