Do luto à luta! - Penúltima parte...

Imagem: Internet

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.
Hebreus 11:6

...CONTINUAÇÃO...

Dias e dias de luto, de muita tristeza e aquela falta de compreensão sobre tudo o que vinha acontecendo em nossas vidas. Desde a primeira postagem destaquei muitos momentos tenebrosos pelos quais passei com a perda de Cris, meu irmão. Falei do momento em que o luto chegou causando tanta dor e consternação, depois passamos pelo momento em que a ficha caiu, ou seja, quando de fato nos deparamos com aquela realidade, a partida precoce do nosso irmão amado e hoje quero dar continuidade, falando talvez de um dos momentos mais difíceis pra mim, aliás, o que não foi? Me refiro: ao abalo da minha fé. Isso mesmo meus queridos leitores, em meio a todo esse contexto algo aconteceu comigo no dia em que meu irmão se foi, uma situação em que nunca me imaginei.

Para que todos possam entender melhor, quero destacar um momento que vem como um fleche em minha memória, após receber a terrível notícia, me levaram para a sala da minha casa, me colocaram no sofá, eu não conseguia andar, me movimentar. Em meio ao choro só vinha uma coisa na minha cabeça: "Deve ser mentira, um boato, deve ter acontecido um acidente, meu irmão se machucou muito e deram ele como morto". Eu dizia gritando: "Deus não ia deixar isso acontecer, eu oro pelos meus irmãos todos os dias!" Era aqui nesse ponto que eu queria chegar, eu não acreditava, ninguém queria acreditar, mas a tragédia havia chegado sim. Mesmo que não declaradamente eu queria encontrar um culpado, precisava haver e realmente haviam os culpados humanos, mas aquilo não era o suficiente pra mim e no profundo do meu coração eu perguntava a Deus o porquê de tudo aquilo, comecei a delegar a culpa àquele que é o Autor de todas as coisas, minha fraqueza foi tamanha a ponto de chegar a esse nível. O tempo foi passando e mesmo que eu não falasse, mesmo que fingisse, era a Deus que eu estava culpando, pensando em porque não havia livrado meu irmão, achando que todas as minhas orações não haviam sido ouvidas, me sentia frustrado, deprimido, sem ânimo algum. Uma revolta nascia no meu coração e conscientemente comecei a parar de orar, parei de ler a Bíblia, parei de buscar a face do Senhor, fugi da presença do Pai muitas vezes, abandonei o Ministério de Teatro o qual sou líder há quase 9 anos, fugi e me escondi em mim mesmo. Sem querer deixar transparecer que eu estava totalmente longe de Deus, dos meus irmãos, da minha fé que sempre me acompanhou e me sustentou. Falo isso hoje com muita emoção, como fui tolo, infantil, fraco, como me deixei levar e num efeito dominó um terremoto ia acontecendo dentro de mim. Que luto é esse? Que tira o nosso chão e nos lança tão longe? Que acaba com a nossa paz? Que fraqueza é essa? Como somos vulneráveis. Mas uma coisa quero dizer: mesmo em toda essa situação, meus pensamentos, meu coração, sempre se voltava pra Deus como um grito de socorro, como um pedido de ajuda, de perdão, lá dentro de mim sempre pulsava aquele primeiro amor abafado pela dor. Eu estava morrendo espiritualmente, me matando espiritualmente, foi exatamente isso que aconteceu.

Sem fé é impossível agradar a Deus... a FÉ é a base de tudo, é o que mantém o cristão de pé. Eu nunca desisti da minha fé, mesmo tendo passado por momentos sombrios, me distanciei, pequei, falhei. 

Deus não desistiu de mim em nenhum desses dias, eu o sentia me chamando. Deus nos deu o livre arbítrio, podemos escolher o que queremos, viver ou morrer, Ele espera que façamos a escolha certa. Deus não tem problemas com a morte, pra Ele vida e morte são a mesma coisa. Deus torcia para que Cris não fosse atrás daqueles bandidos, Deus torcia para que Cris não entrasse naquele carro e quando Cris se foi, Deus chorou com a gente no dia mais triste de nossas vidas, mas acima de tudo o recebeu em seus braços de amor. Meu irmão partiu da ilusão de um mundo que não tem nada a nos oferecer e um dia estaremos diante de Deus, onde não haverá mais luto, nem dor, nem sofrimento.

Comecei a olhar pra mim mesmo, a vida a minha volta, pra minha esposa, meu filho, pra tudo aquilo ao meu redor, comecei a me lembrar de quem eu era e no que estava me transformando, ou, o que estava fazendo comigo mesmo. O Senhor Deus começou derramar porções diárias de amor sobre mim, fui começando a enxergar que estava ficando doente espiritualmente, já estava, era então a hora de recomeçar, de reagir, de viver, pois senão meu fim poderia ser trágico também.

Foram momentos difíceis, muito dolorosos, então comecei a perceber tudo isso e decidi me levantar... se você está passando por isso que passei, decida também se levantar, levante-se em nome de Jesus. Queria isso.. deseje isso.. faça isso...

Vejam a próxima postagem, a ÚLTIMA da série Do luto à luta!

Vocês vão se emocionar com a parte final.

Até lá.

Diego Pinto.

Cris com suas filhas Aíssa no colo, Amanda segurando seus cabelos e nossa sobrinha Júlia.
Nossos momentos juntos eternizados em nossos corações, sempre foi assim...
Te amo Dano.



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