Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, completa hoje 90 anos; reveja sua trajetória

A rainha com seus dois netos mais novos e seus cinco bisnetos em foto tirada no Castelo de Windsor logo depois da Páscoa por Annie Leibovitz.  Da esquerda para a direita, James, Visconde Severn, Lady Louise, Mia Tindell, a rainha, a princesa Charlotte, Sa (Foto: Reprodução)
Nesta quinta-feira (21), a rainha Elizabeth II torna-se a primeira monarca britânica nonagenária. Em setembro do ano passado, também entrou para a História como a mais longeva soberana da Inglaterra, batendo o recorde de 63 anos e 212 dias de sua tataravó, a rainha Victoria. O reinado de Elizabeth II tem sido dominado pelas mais rápidas e profundas revoluções nos domínios da tecnologia, da comunicação e dos costumes sociais e por um período igualmente excepcional de crescimento econômico e estabilidade política em seu país. Ainda assim, é possível chamá-lo de Segunda Era Elizabethana?
A rainha Elizabeth I (1533-1603) fundou as bases para que a Inglaterra se tornasse uma potência mundial (Foto: Reprodução)
Primeira Era Elizabethana, comandada por sua ancestral, a rainha Elizabeth I, estabeleceu no século XVI as bases para que a Inglaterra saísse da condição de reino insular afundado em conflitos religiosos e se tornasse uma grande potência do comércio marítimo internacional – um trabalho que seria aperfeiçoado por seus sucessores, com a Revolução Industrial, que nasceu no país no século XVIII, e a criação do maior império colonial da História.
Elizabeth II, por sua vez, herdou do pai em 1952 um país que tentava ressurgir das cinzas, vivendo ainda sob os efeitos do racionamento, destroçado e traumatizado pela Segunda Guerra Mundial, embora tenha saído vitorioso do conflito. Ela viu o império de 700 milhões de súditos espalhados pelos quatro continentes reduzir-se a um Reino Unido de 50 milhões almas em 1965. A supremacia britânica foi substituída pela emergência de duas superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética, e o país manteve parte de seu protagonismo porque se alinhou incondicionalmente com a política da primeira, sua ex-colônia. 
Momentos desses 90 anos: 1. Elizabeht coroada em 1953; 2. Em 1960 com os maridos e os filhos nos jardins do castelo de Balmoral, na Escócia; 3. Na capa do compacto simples antológico dos Sex Pistols; 4. Com Kate, William e o neto George na parada Trooping (Foto: Reprodução)
Mas nada disso foi capaz de romper a ligação mágica e, por que não inexplicável, em tempos de democracia representativa direta, entre o povo britânico e sua soberana hereditária. Desde que ascendeu ao trono, aos 25 anos, Elizabeth II tem se mostrado uma trabalhadora incansável, funcionária pública exemplar que participa de cerca de 300 eventos oficiais por ano. Tampouco existe qualquer registro de animosidade entre ela e os 12 primeiros-ministros, entre os quais figuraram Winston Churchill, Margaret Thatcher e Tony Blair. Ela é uma estrita observadora dos delicados princípios parlamentaristas que a mantêm longe das decisões políticas da nação e parece confortável no papel de encarnação meramente figurativa das instituições de seu reino. Sua influência se faz sentir também pelo cargo de chefe da Commonwealth, uma organização que reúne 53 países-membros independentes que faziam parte, em sua maioria, do finado Império Britânico, ligados pela promoção da democracia, das liberdades individuais e dos direitos humanos.
Imortalizada pelo fotógrafo Cecil Beaton em sua coroação, em 1953 (Foto: Reprodução)
A rainha acompanhou a TV rudimentar evoluir para o YouTube e o telefone que demorava a dar linha para o Whatsapp. Viu as mulheres saírem da condição de rainhas do lar para reivindicar o direito de decidirem sobre suas vidas e assumirem postos de trabalho. Testemunhou o advento da pílula anticoncepcional, a revolução sexual, o casamento gay, o surgimento da minissaia, a explosão do rock e da cultura pop e a clonagem da ovelha Dolly em um de seus domínios preferidos, a Escócia, que, por sua vez, disse não à separação do Reino Unido num referendo promovido no ano passado. Sobreviveu de Hilter a Bin Laden, e também aos atentados do Exército Republicano Irlandês (IRA), que matou em 1979 um primo seu, Lord Mountbatten. Tudo isso forma o zeitgeist da Nova Era Elizabethana, e ela tirou todas essas transformações de letra, seguindo o silêncio regimentar que impôs a si mesma. Ninguém sabe o que pensa realmente a rainha; ela não dá entrevistas, não participa de debates na TV, não emite opiniões nas redes sociais nem fora delas. E, ainda assim, continua a ser uma quase unanimidade.
Numa das tradicionais mensagens de Natal, raro momento em que se pronuncia e que desde 1957 são transmitidas pela TV. Em 2007, ela passa a difundi-las pelo YouTube (Foto: Reprodução)
Mas seu reinado não deixou de ter lá suas turbulências. Elizabeth II experimentou pela primeira vez o amargo sabor da impopularidade no final dos anos 1970, quando a crise financeira no Reino Unido chegou ao auge, em parte pelos efeitos das crises do petróleo, em outra pela conta que chegou de um estado de mão pesada em setores essenciais da economia. Em 1977, ano de seu jubileu de prata, o grupo punk The Sex Pistols lançou a famosa música “Deus salve a rainha/ ela não é um ser humano”. Chegou-se a cogitar não se realizarem os festejos oficiais pela efeméride, mas a ideia foi descartada. A população foi em peso às ruas demonstrar o afeto pela soberana. Dois anos depois, caberia à primeira-ministra Margaret Thatcher enfrentar a crise com medidas impopulares de privatizações e enfrentamento do operariado, mas que foram fundamentais para a recuperação econômica da Grã-Bretanha. A rainha pôde, assim, entrar nos anos 80 com o triunfal conto de fadas do casamento deCharles e Diana, transmitido para todo o planeta.
O casamento de Charles e Diana; conto de fadas terminaria de forma trágica (Foto: Reprodução)
O final dessa história todo mundo conhece: dez anos depois, seus três filhos mais velhos, AnneCharles e Andrew, divorciaram-se, os dois últimos debaixo de escândalos recheados por traições, flagras de paparazzi, grampos telefônicos de teor sexual e lavações públicas de roupa suja. A era das celebridades havia chegado com os anos 90, encontrando na nora Diana seu maior expoente – e alvo.
Desiludida com o caso do marido com a eterna amante e hoje sua mulher, Camilla Parker-Bowles, a princesa servia-se da imprensa de que tanto reclamava para atingir o príncipe e se vingar do casamento infeliz. Chegou a desabafar numa entrevista que não encontrou na família real nenhum apoio emocional ou orientação. Para a sogra, no entanto, alegrias e tristezas deveriam ser tratadas de forma privada e inescrutável, uma herança de sua educação vitoriana e também dos anos da guerra, em que as pessoas eram convidadas a suportar suas perdas com estoicismo.
Diana na famosa entrevista em que expôs sua relação conflituosa com a família real (Foto: Reprodução)
Depois de sofrer uma severa depressão, Diana buscou consolo num amante e no amor que o povo britânico e o mundo lhe devotavam. Ela não se contentava em cortar fitas de inaugurações de hospitais e creches; abraçava os doentes, jogava-se no chão com as crianças, envolvia-se pessoalmente nas causas da Aids, da desnutrição infantil, das minas subterrâneas na África. Chorava, sorria, indignava-se. Amiga de artistas e estilistas, também virou ícone fashion. Passou a ser vista como a face humana da monarquia, como um símbolo de carne e osso que, a exemplo do povo, se regozijava das próprias conquistas e sofria com os fracassos, em oposição a um establishment supostamente frio e desumano, encarnado pela sogra.
Diana, “a princesa do povo”: espontaneidade, caridade e emoções à flor da pele (Foto: Reprodução)
Essa rivalidade maniqueísta que opunha a princesa coitadinha à rainha malvada rendeu a Elizabeth II dissabores no plano prático. Em 1992, ano do divórcio de Charles e Diana, uma ala do castelo de Windsor pegou fogo, e a opinião pública desaprovou a iniciativa do primeiro-ministro de então, John Major, de pagar pela reforma. Logo após o incêndio, ela fez o famoso discurso em que chamou aquele ano de seu “annus horribilis”, destacando, com a voz embargada, que “nenhuma instituição está livre do escrutínio daqueles que lhe dão sua lealdade e apoio, sem contar daqueles que não lhe dão”. Sempre prática, a rainha decidiu, então, abrir o Palácio de Buckingham para o público durante o verão para arrecadar fundos para as obras. Para a jornalista Tina Brown, amiga pessoal e biógrafa de Diana, Elizabeth II não foi de todo má com a princesa. “Ela, inclusive, em diversas ocasiões tentou ajudar a nora a superar a tristeza. Mas a rainha foi educada para não demonstrar sentimentos”.
O incêndio no castelo de Windsor, em 1992: “annus horribilis” (Foto: Reprodução)
Quando a princesa Elizabeth nasceu em 1926, ninguém imaginava que ela chegaria ao trono. Na linha de sucessão do avô, o rei George V, ainda estavam o tio Edward, e seu pai, que poderiam ter outros filhos homens. Como se sabe, Edward VIII abdicou do trono em 1936 para se casar com a duplamente divorciada americana Wallis Simpson, e o pai, George VI, só teve outra filha, a princesa Margareth. Elizabeth se tornou a herdeira da coroa. O escândalo da abdicação do tio e a angústia do pai adorado, que sofria de gagueira e se martirizava com os deveres do trono, faria com que a menina, desde cedo, nutrisse uma verdadeira aversão a escândalos.
Com o pai, o rei George VI, e a mãe a rainha Elizabeth, que se tornaria a ‘Queen Mum’ (Foto: Reprodução)
Sua infância e a adolescência foram marcadas pela reclusão nos palácios da família, sobretudo durante a Segunda Guerra, em que ela passou cinco anos praticamente trancada nas dependências de Windsor para ser protegida dos ataques da blitzkrieg. Os pais se tornariam um exemplo de coragem ao negar a proposta de Winston Churchill de se mudarem para o Canadá durante o conflito. Ficaram em Londres, ao lado dos súditos, e o palácio de Buckingham chegou a ser bombardeado pelos nazistas. Em 1947, aos 21 anos, a futura rainha se casou com o primo de segundo grau, Philip, com quem teria quatro filhos, oito netos e cinco bisnetos. A cerimônia foi o primeiro júbilo depois do fim da guerra, mas acabou marcada por uma exemplar contenção de despesas - Elizabeth juntou cupons de roupas para encomendar o próprio vestido.
O casamento com o príncipe Philip, seu primo, em 1947 (Foto: Reprodução)
A rainha e o marido bem que tentaram, ao longo dessa união de quase 70 anos, copiar o modelo de núcleo familiar exemplar concebido pela tataravó de ambos, a rainha Victoria. No século XIX, Victoria decidiu com o também marido e primo, o príncipe Albert de Saxe-Coburg-Gotha, abraçar o ideal de família burguesa, dando fim à tradição escandalosa de reis dissolutos, perdulários e puladores de cerca. Filhos, noras, genros netos eram orientados com rédea curta a se manter na linha. Os que saíam dela eram admoestados e punidos com o desprezo da mãe. Mas nenhum deles, como os filhos de Elizabeth II, ousou cruzar a linha do privado para o público e chorar suas agruras na imprensa.
No dia 31 de agosto de 1997, o mundo amanheceu com a trágica notícia do acidente de carro fatal em Paris que vitimou Diana e seu então namorado, o herdeiro bilionário Dodi al-Fayed, enquanto eles fugiam da perseguição dos paparazzi. Divorciada de Charles, a princesa não fazia mais parte da família real e tinha perdido o título de Alteza, sendo excluída das solenidades e homenagens oficiais.
Comoção dos britânicos com a morte da princesa Diana (Foto: Reprodução)
De férias em seu castelo de Balmoral, na Escócia, a rainha ignorou a comoção de seus súditos, que encheram os portões de todos os seus palácios com buquês de flores e bilhetes de condolências. A decisão protocolar de não colocar a bandeira a meio mastro no Palácio de Buckingham em respeito a Diana – a bandeira só é hasteada quando a rainha está em casa - acabou gerando uma revolta que culminou, ao fim de quatro dias, numa pesquisa de opinião em que cerca de um quarto dos britânicos se declararam favoráveis à abolição da monarquia. Colaram-se nela as etiquetas de “fria”, “distante” e “insensível”. Na manchete do jornal Daily Express, lia-se: “Mostre que você se importa”.
No famoso pronunciamento de pesar pela morte de Diana, que marcou a primeira grande mudança em seu comportamento para se alinhar ao clamor popular (Foto: Reprodução)
Com o instinto apurado de sobrevivência, Elizabeth II viu-se obrigada a ceder à catarse coletiva, voltar para Londres, descer de seu carro para cumprimentar os súditos que davam plantão em frente ao palácio, participar do funeral público transmitido para todo o mundo com performance do cantor Elton John e fazer na TV um elogio fúnebre à ex-nora. “A dor é o preço que pagamos pelo amor”, declarou ela à audiência, justificando sua ausência por estar consolando os netos. Foi logo perdoada. “A família real não admitirá nunca que aprendeu uma grande lição com Diana, mas, falando com os conselheiros da rainha, descobri que eles apelidaram Diana ‘a revolução’”, conta a jornalista Tina Brown, amiga pessoal e biógrafa da princesa. “Diana os acordou para a necessidade de agir de uma maneira diferente, mais acessível, mais sensível”.
Mas Elizabeth II saiu, sim, do episódio com a lição aprendida. Nunca mais poderia repetir o gesto de ignorar solenemente os filhos pequenos que a esperavam voltar, ansiosos no porto, de uma viagem de vários meses em 1954 pelos países da Commonwealth. O maior exemplo foi a maneira como a rainha tratou o casamento do neto, o príncipe William, com a plebeia Kate Middleton. O casal, que se conheceu na universidade, namorou por 10 anos, morou junto antes de oficializar a relação e Kate é, desde então, tutelada pessoalmente pela monarca em seus primeiros passos como membro da família real. "O dia mais memorável para mim foi durante uma visita a Leicester. Eu fui sem William, então eu estava um pouco apreensiva”, contou Kate no documentário ‘Nossa rainha aos 90’, do canal britânico ITV. "Mas, naquele dia, a rainha teve tempo para se certificar de que eu estava feliz e cuidada. Isso mostra o quão carinhosa ela é realmente”. Detalhe: a rainha só chama Kate pelo seu nome de batismo, Catherine.
O casamento do príncipe William com a plebeia Kate Middleton, em 2011  (Foto: Reprodução)
Em 2012, 15 anos depois da morte de Diana, o nascimento do bisnetoGeorge, filho de William e Kate e possível futuro rei da Inglaterra, rendeu-lhe uma popularidade jamais vista. Uma pesquisa revelou que 90% dos súditos se diziam satisfeitos com a atuação da rainha. A popularidade do jovem casal é igualmente imensa, ainda que, ultimamente, a imprensa britânica venha questionando o número baixo de compromissos oficiais de que eles participam, seu perfil excessivamente low-profile e o fato de a nova princesa gostar de se deslocar de helicóptero enquanto a avó do marido continua a pagar76 euros por bilhete de trem para passar os Natais em sua propriedade de Sandringham.
Visita de William e Kate à Índia, na semana passada (Foto: Reprodução)
Na semana passada, William e Kate derrubaram essas críticas numa bem-sucedida visita oficial à Índia. A partir de setembro, quando o filho, George, deixar a creche no interior da Inglaterra para estudar numa escola em Londres, eles assumirão, cada vez mais, o papel de sucessores, substituindo gradualmente a monarca nos compromissos oficiais. Para se ligar ainda mais aos súditos da era do Instagram, Kate adotou um estilo que alterna vestidos de grife e peças de redes populares do varejo a preços acessíveis. As roupas que ela usa esgotam-se imediatamente nas lojas.
Em tempos de crise, o velho debate em torno da necessidade de se custear a família real sempre volta à pauta do dia. Mas a verdade é que a monarquia britânica tornou-se uma empresa rentável (a própria rainha a chama de “Firma”), não somente do ponto de vista turístico. Suas propriedades renderam ao Tesouro 400 milhões de euros, dos quais 49 milhões são destinados à monarca. Toda a coleção real de arte é financiada pelos ingressos vendidos aos 5 milhões que a admiram anualmente. O patrimônio imobiliário dos domínio reais, que incluem terras, fundos marítimos, centros comerciais e parte do bairro de Saint James e da rua Regent, em Londres, é avaliado em 16 bilhões de euros. As despesas com a rainha custaram aos súditos britânicos em 2014 cerca de R$ 194 milhões, pouco mais da metade do que o aparato da presidente Dilma, por exemplo, custa aos brasileiros.
Como todos os anos, Elizabeth II celebra seu aniversário em junho, quando há mais chance de a terrível meteorologia londrina dar uma trégua, durante a Trooping the Colour, uma parada de regimentos das Forças Armadas do Reino Unido. Desta vez, a comemoração durará quatro dias, com shows, uma missa de ação de graças na Catedral de São Paulo e um piquenique público para 10 mil pessoas.
Mas este dia 21 de abril não passará em branco; ela estará em seu castelo preferido, o de Windsor, e lá inaugurará uma placa que abrirá um caminho com seu nome ao pé do monte do prédio milenar. Depois, cumprimentará o público ao lado do marido. À noite, vai acender o primeiro de mil faróis espalhados pela Inglaterra e por todo mundo que vão celebrar seu aniversário. Amanhã (22), ela receberá o presidente americano, Barack Obama, para um almoço privado.
Elizabeth e 16. Elizabeth  Legenda: Exposição de vestidos e acessórios da rainha abre as portas hoje (21) no Palácio de Holyrood House, sua residência em Edimburgo, na Escócia (Foto: Reprodução)
Nesta semana, uma exposição no Palácio de Holyrood House, sua residência em Edimburgo, na Escócia, abrirá para o público com mais de 150 vestidos, acessórios e joias usados pela rainha nas últimas nove décadas, incluindo o elegante vestido turquesa que ela usou no casamento da irmã, Margareth, um modelo de baile ricamente bordado usado numa visita aos Estados Unidos e os indefectíveis conjuntinhos de casaco longo e chapéu em tons alegres e marcantes que a distinguem inevitavelmente em suas aparições públicas, para que ninguém sinta a frustração de não ter visto a rainha.
Exposição de vestidos e acessórios da rainha abre as portas hoje (21) no Palácio de Holyrood House, sua residência em Edimburgo, na Escócia (Foto: Reprodução)
“A mim, as pessoas têm que ver para crer”, costuma brincar a monarca. Outrora qualificados de “cafonas” em comparação aos modelitos de grife de Diana, suas roupas são hoje, quem diria, peças de culto do mundo fashion. À prova de modismos ou humores das populares redes de fast-fashion, elas representam a estabilidade e a atemporalidade de sua figura.
Elizabeth Prestes a completar 90 anos, cavalgando (Foto: Reprodução)
Um flagra recente mostrou a rainha de 90 anos, que ainda dirige e toma sua dose diária de gim antes do almoço, toda sorridente sobre o lombo de um cavalo. Trata-se de um convite tentador para seus admiradores sonharem que ela ainda poderá bater outro recorde de longevidade, o de sua mãe, que morreu aos 101 anos. 
Fonte: ÉPOCA
Por: Bruno Astuto

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