Trajetória de Dilma é marcada por altos e baixos na popularidade

Foto: Internet


A presidente afastada terá todo o período de julgamento do Senado para tentar provar a sua inocência e voltar ao poder. E ela já disse que lutará até o fim. A trajetória política de Dilma até aqui foi marcada por êxitos eleitorais, pelo comando de ações estratégicas como o PAC, por altos e baixos na popularidade e também por desafios e problemas.
Dilma Rousseff foi para Brasília no primeiro governo Lula, em 2003. Sua experiência política começou aos 16 anos, quando entrou para a luta armada no regime militar. Dilma foi presa e torturada.
Ela nasceu em Belo Horizonte, mas fez carreira política no Rio Grande do Sul.
No primeiro governo Lula foi ministra de Minas e Energia. E em 2005, com a queda de José Dirceu do comando da Casa Civil, Dilma passou a chefiar a pasta.
“Na nova função, Dilma Rousseff passou a coordenar os demais ministérios e as políticas de governo. Ela fazia o meio de campo, tentando obter consenso entre os demais ministros. Aos poucos, tornou-se a ministra mais forte do governo Lula, participando de decisões-chave. Além da gerência do PAC, Dilma coordenou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida”, disse a reportagem exibida em 31 de outubro de 2010.
Dilma passou a ser companhia constante de Lula nas viagens pelo Brasil. Foi quando veio o sobressalto: um câncer no sistema linfático.
“Eu vou ter um processo de superação dessa doença”, disse Dilma no hospital, em São Paulo, em 25 de abril de 2009.
Dilma enfrentou o tratamento. Em junho de 2010, o PT oficializou a candidatura. Sem nunca ter disputado um voto antes, Dilma concorreria à Presidência da República.
O pior momento na campanha foi provocado por denúncias contra sua ex-chefe de gabinete transformada em ministra. Erenice Guerra era o braço direito dela na Casa Civil. Quando saiu candidata, Dilma deixou Erenice à frente do ministério. Depois de seis meses, ela foi afastada por denúncias de tráfico de influência.
Dilma conseguiu superar as denúncias e foi eleita a primeira mulher presidente do Brasil. 
Começou falando em faxinar a corrupção.

Dilma surfava em altos índices de aprovação quando já estava em curso, de forma sigilosa, uma investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro. Uma investigação que encontrou o caminho das propinas pagas com o dinheiro da Petrobras. Em março de 2014, na corrida à reeleição, foi deflagrada a Operação Lava Jato, que revelou o maior esquema de corrupção no país envolvendo empresários e políticos, do PT, PMDB e outros partidos da base do governo.
Empreiteiros que fizeram delação premiada confessaram que pagaram propina para financiar as campanhas de Dilma de 2010 e 2014. Ela e o partido sempre refutaram essas acusações.
A presidente jamais foi acusada diretamente de envolvimento nos escândalos e não há nenhuma investigação aberta contra ela. Mas os casos se deram em pastas comandadas por Dilma - na Petrobras, durante seu período como ministra das Minas e Energia, e na Casa Civil, quando era também a ministra. Ela e os petistas sempre afirmaram que os escândalos se deram sem nenhuma participação de Dilma.
“A presidente Dilma é o símbolo de honestidade e honradez. Ocorreram casos graves de corrupção durante o nosso governo? Não há dúvida. Ou alguém tem dúvida de que esses casos ocorreram? Ninguém tem, eu não tenho”, declarou Henrique Fontana em 3 de março deste ano.
Durante o primeiro mandato, a economia mundial vivia uma crise e a do Brasil começava a balançar.
Mas Dilma tomou a decisão de gastar mais. A justificativa era injetar dinheiro na economia para evitar que o país fosse vítima de uma recessão, ampliou os programas sociais, deu descontos em impostos para empresas, concedeu subsídios por meio do BNDES, estimulou o crédito para as famílias. Tudo feito sem que o governo tivesse dinheiro suficiente.
Dilma fez uma campanha pela reeleição negando a necessidade de qualquer ajuste e ainda acusou os adversários de planejar destruir todos os programas sociais às custas de um ajuste desnecessário. No horário eleitoral, chegou a dizer que os ajustes previstos pelos adversários deixariam o prato de comida dos brasileiros vazio.
Com este discurso, foi reeleita para um segundo mandato e começou um novo governo.
Repórter: Quem é a Dilma do segundo mandato?
Dilma Rousseff (27/10/2014): Posso te dizer eu acho que a Dilma de agora é uma Dilma mais experiente.

Logo que assumiu, reconheceu o déficit que tanto tinha negado na campanha, mas sempre refutou as acusações de que mentiu. Alegou sempre que em 2014 não foi possível dimensionar corretamente a crise. O buraco em 2015 chegou a R$ 111 bilhões e, ao contrário do que tinha prometido na campanha, começou a tentar fazer exatamente o que a oposição dizia ser necessário e que ela tanto criticou - o que os adversários logo chamaram de “estelionato eleitoral”. A crise política se agravou e a popularidade de Dilma despencou.
Agora, no início de maio, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de um inquérito contra Dilma Rousseff e também contra o ex-presidente Lula e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, por obstrução à Justiça, por tentativa de atrapalhar a Operação Lava Jato.
No pedido de investigação, a Procuradoria cita uma conversa entre Dilma e Lula. Ela dizia que estava mandando o termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil para que ele usasse em caso de necessidade.
Segundo a Procuradoria, uma tentativa de dar foro privilegiado a Lula e manobrar para retirar as investigações contra ele das mãos do juiz Sérgio Moro.
Nos últimos dias, Dilma vinha cumprindo uma agenda intensa de compromissos. Assinou prorrogação do programa Mais Médicos, aumentou o valor do Bolsa Família e liberou recursos para o Minha Casa, Minha Vida, criou cinco universidades, inaugurou aeroporto e fez dezenas de discursos dentro e fora do Palácio do Planalto dizendo que não vai deixar de lutar.
“Usando todos os meios disponíveis, meios legais, meios de luta, vou participar de todas os atos e as ações que me chamarem. Quero dizer a vocês que pra mim o último dia previsto no meu mandato é o dia 31 de dezembro de 2018”, discursou Dilma na terça-feira (10).
Fonte: Jornal Nacional

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