'Relato horrível', diz pastora sobre momento em que descobriu abuso do filho

Foto: Internet

Um dia depois do caso de abuso de seu filho por parte do padrasto, o pastor Felipe Garcia Heiderich, se tornar público, a pastora Bianca Toledo falou com o EXTRA e contou como descobriu o que ocorria. Segundo ela, o próprio menino relatou o assédio que ele sofria enquanto a mãe estava viajando ou em compromissos de trabalho. Felipe está preso e nega as acusações.
— Como pastora, já tratei muitos casos mas nunca ia achei que ia acontecer na minha casa. Deus foi muito bom comigo porque eu descobri de forma muita rápida e com a linguagem dele. Tentei explicar o que estava acontecendo de forma lúdica. Eu precisava agir de forma enérgica para protegê-lo.
Preocupada após a denúncia, Bianca conta que levou o filho em uma psiquiatra. A mesma médica teria informado que Felipe aprensenta múltiplas personalidades, o que deixou a pastora ainda mais preocupada. Ela obteve com a médica um laudo de abuso a incapaz.
— Eu deixava ele sempre com babá. Depois de que começou a investigação descobri que ele dispensava as babas sem eu saber. Elas achavam que eu estava de acordo. Havia denúncia até de quando ele era menorzinho, mas infelizmente nunca me contaram nada. Coisas de 2 anos ou 3 anos atras.
Pastor fingiu que tinha câncer
Após Felipe alegar que foi diagnosticado com um tipo grave de câncer, Bianca diz que marcou uma consulta para o marido num médico no Rio:
- Ele falou que queria ir sozinho para falar sobre coisas do passado da vida dele, que não queria que eu escutasse. Quando voltou disse que estava diagnosticado com a doença, mas não mostrou nada comprovando. Foi aí que passei a desconfiar dele. Liguei para a médica, que me disse que ele tinha mentido. Contou também que meu marido tinha dupla personalidade e é homossexual.

Bianca Toledo
Bianca Toledo Foto: Facebook / Reprodução

Foi então que Bianca lembrou dos alertas da babá e chamou o filho para um conversa.
- Tentei tratar o tema de forma bem lúdica. Perguntei onde ele dormia quando a mamãe viajava. E ele disse que era na cama junto com o papai. Perguntei também se alguma vez o papai tinha dado banho nele. E o relato foi horrível - disse a pastora.
Sem que o marido desconfiasse, ela passou a fingir que estava acreditando na doença que ele teria inventado. Bianca, então, procurou um terapeuta para que o filho contasse mais detalhes sobre os abusos:
- Na primeira consulta, ele disse que tinha muitos segredos a contar. Mas somente na segunda consulta entrou nos detalhes. Eu gravei tudo.
No dia 13 de junho, já com orientação de advogados, segundo a pastora, ela resolveu confrontar o marido.
- Ele num primeiro momento disse que não havia "curado" a sua homossexualidade. Argumentei que já sabia que ele estava abusando do meu filho e que em cinco dia tomaria as providências necessárias - contou Bianca.
No mesmo dia, a pastora saiu de casa e foi para um hotel com o filho. A religiosa acusa o marido de ter simulado um suicídio após sua mudança.
- Ele mandou uma mensagem para um amigo dizendo que tinha desistido da vida e que iria se matar. Ao chegarem ao apartamento, encontraram fotos minhas e do meu filho espalhadas pelo chão e uma carta em que ele dizia que tinha tomado duas caixa de tranquilizante.
Felipe foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento da Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio onde o casal morava. No mesmo dia, ainda de acordo com Bianca, foi transferido para uma clínica psiquiátrica.
- Lá ele foi diagnosticado com dupla personalidade e transtornos de personalidade. Eu queria que ele ficasse internado, mas meu advogado me disse que, se eu não denunciasse o caso à polícia, eu seria cúmplice. No mesmo dia fui à delegacia - afirmou a pastora.
Pastor está preso
Felipe está preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, desde o dia 5 deste mês. Ele está isolado em uma cela da Cadeia Pública José Frederico Marques (Bangu 10).

O pedido de prisão feito pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que foi endossado pelo Ministério Público, levou em conta as avaliações psicológica e psiquiátrica da criança, feitas por dois profissionais. Segundo as investigações, foi constatado que os abusos ocorreriam durante o banho da criança.
No pedido de prisão, a delegada Cristiana Bento, titular da Dcav, diz que o pastor mostrou "alto grau de perversão". Segundo o documento, assinado pela policial, "a prisão do indiciado é imprescindível, uma vez que o indiciado é acusado de ter cometido crime gravíssimo, inclusive considerado hediondo".


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