Desfecho de “Velho Chico” supera críticas e eterniza Domingos Montagner

Foto: Rede Globo

Antes de compartilhar a matéria que acompanha o título acima, queria apenas falar um pouco do conflito entre fé cristã (protestante) e televisão. Me lembro de quando eu era criança e viajava na mágica proporcionada por aquela caixa preta ligada na parede, acredito que não haja quem nunca viajou sem sair da sala de casa. Recordo-me de quando sonhava em ser ator, diretor, autor, etc, sonho que foi se distanciando de mim por muitos motivos, da minha realidade, mas em especial por causa da minha fé em Jesus. A verdade é que longe de qualquer fanatismo religioso, a fé cristã de quem acredita na Bíblia entra em pleno conflito com a televisão, com tudo o que expõe e defende. Se a TV defende o que acredita, creio que seja muito justo defender o que acreditamos. Há religiões que condenam a televisão, existem dogmas, costumes, que aconselham seus membros a jamais verem televisão, isso fica a cargo e consciência de cada um. Eu sempre fui fascinado pela arte de atuar, de criar e assim acabei me tornando líder de um grupo de teatro evangélico, uma linguagem diferente a do mundo secular, onde a Bíblia é nosso ponto de partida e referência, assim fazendo a vontade de Deus e não a minha. Ainda que amador foi no teatro evangélico que descobri duas alegrias: a de servir a Cristo com o dom e talento que me deu; usar uma ferramenta que sempre esteve enraizada por algum motivo em meu coração, o de ser ator. Confesso a vocês que assisto televisão, costumo sim a assistir novelas que me interessem, programas, filmes, séries, minisséries, vim de uma cidade onde a televisão era um passa tempo muito útil, questão de criação, cultura ou simplesmente o não ter o que fazer. Talvez eu seja condenável aos olhos de muitas igrejas por isso, por pastores, lideres, mas se existe algo que sempre fui é sincero comigo mesmo e com os outros, sem tratar minha fé com superioridade aos outros. Sou dependente do meu Deus a quem creio e confio. Existem cenas na TV que não é aconselhável a nenhum cristão assistir, chega a ser abominável, sexo explicito, traições, adultérios, assassinatos, vingança, idolatria, volto a dizer: temas, abordagens que conflitam claramente com a Bíblia, cenas que Jesus não assistiria e nenhum cristão também não deveria eu concordo. Nem todos a final tem o mesmo amadurecimento, sabedoria e entendimento, para poder discernir todas as coisas, a TV pode e é perigosa sim. Precisamos ter cuidado com o que assistimos, eu preciso ter esse cuidado. Nada é mais importante do que ter tempo na presença do Senhor Jesus. Uma postagem simples como essa se conflita percebem?  Entre o que é lícito ou não, num mero e puro testemunho pessoal.

Ontem chegou ao fim a novela Velho Chico, que trouxe como abordagem principal um pouco da história do Rio São Francisco, rio conhecido, polêmico e que fica no meu Nordeste. A novela mostrou a beleza do meu povo, uma fotografia lindíssima, uma paisagem talvez desconhecida a muitas pessoas, a sustentabilidade. E por outro lado abordou a intensa religiosidade, o coronelismo, as crenças, as superstições, lendas populares da região, espiritismo, feitiçaria, o bem e o mal de uma forma muito clara. Não assisti a novela toda, apenas o começo e do meio ao fim e através dela percebi o quanto existem ainda pessoas que carecem de Deus verdadeiramente, do Conhecimento de uma Verdade que não está encoberta. Uma fatalidade tirou a vida do grande ator Domingos Montagner e mais uma vez o Brasil parou para refletir a vida, um momento muito triste para família, amigos, colegas de trabalho, a morte sempre com o seu poder de nos tirar do lugar de conforto e nos fazer pensar no que realmente importa. E cada um lidando da sua forma. A televisão prega toda a forma de amor e toda a forma religião como sendo uma apenas, de fato Jesus ama a todos e se deu por cada um, muitos no entanto não o aceitam, não compreendem, tratando os que creem em seu nome como loucos fanáticos. Já viu evangélicos sendo retratados em novelas globais? 

Velho Chico ousou até demais, com sua linguagem poética e lúdica, mas retratou o Brasil de uma forma muito bonita e reconheço isso. A minha fé por outro lado me faz lamentar o quanto estão distantes da realidade da Bíblia. Atores deram um verdadeiro show de interpretação e são dignos de aplausos. Este trabalho tão emblemático com certeza eternizou o grande Domingos Montagner.


MATÉRIA DO SITE O TV FOCO POR DANILLO JUNIOR:

Na noite desta sexta-feira (30) “Velho Chico” faz sua despedida da tela da Globo. Marcado por duelos, confrontos familiares e romances proibidos, o folhetim superou diversas críticas, transcendeu o mundo teledramatúrgico e eternizou Domingos Montagner.


Tida como a nova “O Rei do Gado”, trama de enorme sucesso de Benedito Ruy Barbosa exibida em 1996-97, “Velho Chico” andou longe na comparação no que se refere ao ritmo dos acontecimentos, os quais seguiram uma narrativa arrastada do início ao meio.
Com isso, a trama escrita por Benedito, Edmara Barbosa (filha) e Bruno Luperi (neto) tornou-se desacreditada pela imprensa e pelo público, que não viram elementos na novela capazes de reverter a situação.
Todavia, a trama das 21h contou com uma fotografia cinematográfica digna de imagens deslumbrantes, uma trilha sonora arrepiante e um elenco tão forte ao ponto de conseguir superar a “crise”.


Merecem aplausos as atuações de Tarcísio Meira como o coronel Jacinto, Fabiula Nascimento como Eulália, Lucy Alves com sua Luzia, Rodrigo Lombardi como Ernesto Rosa, Gabriel Leone como Miguel, Selma Egrei e sua amarga Encarnação, Antônio Fagundes vivendo o coronel Saruê (interpretado por Rodrigo Santoro nas fases iniciais), Irandhir Santos e seu Bento, Camila Pitanga dando vida a protagonista Maria Tereza e, por fim, o inesquecível Domingos Montagner com seu Santo dos Anjos – protagonista da trama.
Em uma mescla de ficção e vida real, Domingos Montagner perdeu a vida em um mergulho nas águas do rio São Francisco em Sergipe. Seguindo uma carreira ascendente, Domingos estava no auge de sua carreira, concluindo mais um trabalho com brilhantismo.
Após o falecimento do ator, os autores e diretores da trama decidiram que o personagem seguiria sua trajetória até o final através de uma nova linguagem: uma câmera em seu lugar. As últimas cenas gravadas por Domingos aliadas a essa decisão acertada da equipe emocionaram os telespectadores da novela.
Ante ao exposto, com a escrita dos Barbosa, a caprichosa direção artística de Luiz Fernando Carvalho e a força do elenco, “Velho Chico” conseguiu dar a volta por cima, teve sequências de tirar o fôlego e eternizou o grande artista chamado Domingos Montagner Filho.



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