Série: A crise da Igreja do século XXI - parte 5

Foto: Pixabay

1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
2 Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.
3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.
4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.
5 O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:1-6)

Dando continuidade a nossa série, hoje vamos falar de morte espiritual, pois é a isto que Jesus se refere na carta direcionada a igreja de Sardes. "Tens nome de que vives e estás morto", vemos que a situação daquela igreja tornara-se crítica. Quantas vezes olhamos para determinada igreja, algumas enormes, talvez famosas, ou que pelo menos que aparentam ser igrejas cheias da vida de Cristo, mas que estão morrendo dia a dia. A morte espiritual é silenciosa, ela vai corroendo a fé, destruindo a esperança em silêncio. Ela se aloja dentro de nós quando abrimos a guarda, nas pequenas brechas que deixamos e uma árdua luta se inicia. A morte espiritual é avassaladora e pode tornar-se irreversível. O ato continuo de pecar, de não orar, de não ler a palavra de Deus, de não se alimentar das coisas concernentes ao céu, vão sendo meios em que a morte vai se instalando na vida do cristão. Este não é um problema novo, nem desconhecido. Somos os principais responsáveis numa luta que parece injusta, ou maior do que possamos suportar, mas sabemos as ferramentas com as quais lutar. Acontece que muitas vezes simplesmente não queremos, o ser humano é fadado a querer fazer a própria vontade, só Deus para transformar todo o nosso ser, a maneira de agir e pensar. Jesus chama aquela igreja ao arrependimento assim como as demais, Jesus nos chama hoje a nos arrependermos e não permitir que outros também morram na fé. A morte espiritual dá sinais claro: o distanciamento da igreja, das coisas de Deus, do próprio Deus, do povo de Deus, é um efeito dominó em câmera lenta que tem o diabo como platéia. 

Que possamos nos agarrar confiantemente Àquele de quem vem o nosso socorro, é Nele que encontramos força e principalmente a verdadeira Vida. Precisamos estar atentos, cuidar do nosso coração, da nossa fé, da nossa vida espiritual, estarmos prontos a ajudar outros a se reerguerem. A morte espiritual é sem dúvida uma das terríveis crises da igreja no atual século.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luto: "Biel voltou para casa, voltou para o céu!"

Novo Logotipo da Igreja do Nazareno - entenda!

Vídeo em homenagem ao meu cunhado Roberto