Mãe e filha, Vovó Santa e Tia Darci, semelhantes até o fim!

Arquivo de Família - 2003

No último dia 15 de maio perdemos nossa querida tia Darci, que foi para a eternidade com Jesus aos seus 77 anos, deixando muitas saudades em nossos corações. Para fazer esta postagem resolvi postar esta foto do ano de 2003, quando eu e minha avó Santinha viemos a São Paulo, foi a última viagem de vovó.
Não há como falar em minha avó, ou falar em tia Darci, sem observar as tantas semelhanças entre mãe e filha, a começar pelos próprios traços físicos, a voz, algo realmente incrível. E para nos aprofundarmos ainda mais no que as duas tinham em comum, vamos a uma rápida viagem. 

A FÉ:

Minha avó viveu boa parte da sua vida dedicada a igreja, foram quase 50 anos de caminhada na Igreja Assembléia de Deus de Almadina, sendo mesmo uma das pioneiras da denominação na cidade. Ela procurou com seu jeitinho simples e amoroso, passar isso para toda a família. Dona Santinha deixou um legado de fé, uma mulher de Deus e de oração.

Muito jovem minha tia Darci também começou a trilhar os caminhos ensinados por sua mãe, durante todos os anos de sua vida, foi serva fiel, congregando também na Assembléia de Deus. Do mesmo modo, uma mulher de oração e de fé.

MÃE E PAI:

Quando vovó Santa ficou viúva praticamente todos os seus filhos já tinham trilhado seus caminhos, muitos indo embora da Bahia para São Paulo. O fato de ficar viúva, fez com que a imagem de mãe se tornasse também a de pai, porque vovó foi mãe e pai de seus filhos em vários momentos, até mesmo quando meu avô era vivo, mas com atitudes tão implacáveis. Minha avó era como uma base sólida na família, era tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Tia Darci foi mãe e pai para sua única filha Eliana, logo cedo se viu sozinha, abandonada pelo marido, uma viuvez forçada com marido vivo e uma missão: cuidar, educar, amar, sua filha tão querida. E ela não fugiu dessa responsabilidade, sempre dedicada, sempre preocupada, fez tudo o que estava ao seu alcance para dar o melhor a Eliana, as duas nunca ficaram longe uma da outra, passaram momentos difíceis, mas o amor entre elas prevaleceu no fim de tudo. 

A PERDA DOS FILHOS:

O primeiro grande golpe na vida de vovó Santa veio quando sua filha Maria Lúcia veio a falecer debruçada em seus braços. Vi minha avó relatando esse episódio várias vezes, sempre falava com os olhos marejados de lágrimas, como se estivesse revivendo aquele momento. Uma época pobre, sem muitos recursos e minha tia mais velha não resistiu a um problema grave conhecido como barriga d'água (Ascite). O segundo golpe veio em 22 de março de 1996, quando o caçula de Santinha, o amado tio Jonas, não resistiu na sua luta contra um tumor raro no cérebro. Como vovó mesmo relatou diversas vezes, ela perdia seus braços e suas pernas.

Em 2012 minha prima Eliana Cláudia foi diagnosticada com um grave câncer no rim e que logo foi se espalhando. Sua mãe, tia Darci, então se viu num dos momentos mais difíceis de sua vida, ver a luta e o sofrimento da sua amada filha. Depois de muita luta no dia 04 de setembro de 2015, Eliana não resistiu e sua mãe teve que reaprender a viver sem sua presença.

O ADEUS:

Em dezembro de 2002 eu e minha avó Santinha viemos a São Paulo, ela iria passar com alguns médicos para averiguar o motivo de uma tosse crônica da qual vinha reclamando. Ela passou por verdadeiras baterias de exames, estava com alguma lesão no pulmão. Na semana do dia das mães, algumas semanas antes de retornar a Bahia, nossa Santinha sofreu um infarto fulminante no dia 06 de maio e veio a falecer aos 80 anos de idade. Deixando uma saudade enorme em toda a família que foi pega de surpresa, uma das pessoas mais amadas de nossa família havia partido desse mundo mal.

E foi num exame que deveria ter sido de rotina para averiguar problemas intestinais, até então nada grave, que tia Darci teve uma séria complicação, a perfuração ou rompimento, não sabemos ao certo no momento do exame, fez com que ela passasse por mais de 8 horas de cirurgia. Após uma cirurgia bem sucedida, já em observação ela teve problemas respiratórios e com várias complicações pulmonares, não resistiu, vindo a falecer no dia 15 de maio deste ano.

Poderia citar o gosto em comum das duas em costurar, de tomar aquele bom cafezinho, o modo de se vestirem, a verdade é que vovó e tia Darci, marcaram nossas vidas de uma maneira também comum, com carinho, com amor e isso ficará pra sempre marcado em nossos corações, mulheres guerreiras com histórias que se entrelaçam, mulheres de um coração bondoso e que fazem muita falta.

Temos a plena certeza de que hoje estão nos braços do Pai e só podemos agradecer pelas pessoas que foram em nossas vidas.

Saudades vovó... saudades tia! Um dias nos encontraremos lá no céu...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Luto: "Biel voltou para casa, voltou para o céu!"

Vídeo em homenagem ao meu cunhado Roberto

Novo Logotipo da Igreja do Nazareno - entenda!