Um grande guerreiro de 98 anos


O meu blog é sempre foi um espaço onde sempre deixo o coração falar e as palavras sempre fluem. Tenho um cuidado muito grande em colocar as palavras certas nos devidos lugares, por isso, muitas vezes acabo até demorando um pouco para escrever, a inspiração precisa vir, como um sopro.

E hoje como em muitos momentos quero poder falar um pouquinho do meu avô, um grande guerreiro de 98 anos de vida. Não é seu aniversário e nem é uma data específica para poder me lembrar dele, vovô faz parte da minha vida e sou muito grato a Deus por este privilégio. Quem me acompanha nas redes sociais, na minha vida pessoal, sabe do meu amor e da minha imensa admiração por Domingos Francisco Pinto, a assinatura do meu nome é uma forma de homenageá-lo. Faz mais ou menos 1 mês que nosso ''veinho'' vem sentindo o peso da sua idade tão avançada, o cansaço batendo e o organismo anunciando a proximidade dos quase 100 anos de vida. Meu avô sempre foi muito forte e lúcido, mas de umas semanas pra cá se tornou uma eterna criança, hoje já não há mais aquela noção e aquela lucidez de antes. Vovô carrega uma história de muitas lutas, de muito trabalho e suor derramado, um homem de coração bondoso e extramamente íntegro, religioso, sua vida se entrelaça com a história da cidade onde vive, a pequenina Almadina, no extremo sul baiano, onde este lindo sergipano firmou raízes. Sem qualquer espécie de vício e numa cidade pacata, Sr. Domingos constituiu sua enorme família, a Família Pinto.

Já contei a história de vovô diversas vezes e sempre gosto de lembrar, porque é como se embarcássemos num filme antigo ou nos entregássemos a leitura de um livro interessante. O caçula de 19 irmãos, o único vivo, nascido em 1918, foi desbravar a Bahia muito jovem numa viagem de navio; trabalhador rural deixou tudo no Sergipe em busca de sonhos, de uma vida melhor; 65 anos de casado, 14 filhos, 40 anos, 53 bisnetos e a caminho o primeiro tataraneto, poderia citar muitas coisas, suas dificuldades como a vitória contra um câncer de pele aos 80 anos, seus sofrimentos, suas alegrias, vovô é único, é meu herói, meu amigo e meu amado avô. E sei que é amado e especial para muitos de nossa família.

Sei que sua saúde não está boa como antes, o que nos causa muitas preocupações, mas tenho certeza que o Deus que escreveu esta história e me deu o melhor avô do mundo, continua cuidando dele e cuidará até o fim.

Te amo vovô.



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